Numa altura em que a crise se faz sentir a escolha pelo arrendamento tem subido bastante na ordem dos 50%, assim é necessários as imobiliários terem mais oferta, mas segundo o Presidente da Associação Lisbonense de Proprietários o Menezes Leitão as rendas antigas aprovadas em 2006 estão a causar um mau impacto na procura de casas.

Segundo o próprio é necessário alterar o regime aprovado anteriormente e para isso apresenta 10 novas propostas claras de alteração, lançando o desafio aos vários partidos para se prenunciarem antes das eleições sobre este assunto.

Mais uma vez as taxas da Euribor desceram pela 20ª consecutiva , esta descida reflectiu sobretudo no leilão recorde de 400 milhões de dólares que o BCE efectuou junto dos seus milhares de bancos comerciais da Zona Euro.

Apesar da descida o ritmo acalmou um pouco com o indexante a três meses, assim os créditos à habitação em Portugal estão cada vez mais perto da taxa de juro da referência do Banco Central Europeu.

Em apenas três meses a Euribor desceu 0.4 pontos para 1.044% , nos últimos 6 meses desceu 0.7 pontos para 1.261% e por fim nos ultímos 12 meses desceu 0.4 para 1.452%.

Segundo o jornal Diário Económico, uma em cada dez casas está a venda o que corresponder a um número a rondar o meio milhão de casas. Corresponde portanto a 10% das casas existentes no nosso país.
O jornal afirma que a crise provocou um aumento da oferta das casas usadas e por estranho que pareça diminui o número de casas a habitar.
Com base nos dados apresentados em média são vendidas 170 mil casas por ano, é referido ainda que, para que não existisse  casas para venda seria necessário mais ou menos 3 anos para que fossem todas compradas.

O valor do mercado imobiliário continua a baixar já desde o final de 2008 e as previsões para 2009 não serão muito diferentes. Segundo o RICS European Housing Review 2009 um estudo publicado recentemente pela Royal Institution of Chartered Surveyors afirma que para que exista uma subida é necessário que exista mais confiança na competência dos governos europeus em lidar com a crise do financiamento bancário e com a duração da recessão económica.

O estudo refere ainda que os mercados europeus sem qualquer excepção registaram uma queda ou então estagnaram. Alguns países como Reino Unido , Irlanda, Estónia, Noruega registaram as quedas mais significativas.

Na Alemanha e Áustria a falta do crédito leva a uma queda nos preços e na actividade imobiliária. Já em Itália as vendas desceram e acabou por afectar os empréstimos negativamente em 2008.

Em Espanha os resultados oficiais demonstram uma descida moderada nos preços durante o ano de 2008. Durante este ano o efeito da crise do crédito no financiamento bancário irão conduzir a um reajustamento nos preços.

Na Europa de Leste e Central a crise teve um impacto significativo no mercado, na Hungria as transacções registaram uma queda entre 10 a 15% e o preço dos imóveis residenciais desceram em todas as principais cidades. Em França a venda dos imóveis desceu 30% em 2008, este ano prevê-se que continue a descer devido à actual conjuntura económica.

De referir que Portugal não estava inserido neste estudo .