No ultímo trimestre do ano em Portugal as casas tiveram uma queda acentuada na ordem dos 6.3% informações do índice calculado pelo Financial Times.

Esta descida registada em Portugal fica acima dos 4,8% verificados na Zona Euro e é praticamente o dobro registado na Espanha que ficou pelos 3,2%.

As maiores quedas na Europa foram a Grâ-Bretanha por exemplo na Irlanda registou-se uma descida de 9,6% e no Reino Unido ficaram pelos 9%.

Existe ainda países que notou-se uma subida no preço dos imóveis, Eslováquia nos 6,4% no Chipre 4,6 , Eslovénia nos 4,1% na Suíça 3,7% e Alemanha nos 2,4%.

Segundo dados revelados recentemente pela Associação Nacional de Proprietários os Portugueses têm incumprimentos de rendas na ordem dos 30%.

Segundo António Frias os incumprimentos das rendas acontecem em valores superiores a 500€ em que se torna bastante difícil de gerir todos os pagamentos com esta crise actual. A proposta efectuada pelo António poderá resolver esta situação mas depende essencialmente da resposta do Estado já que consiste na criação de uma Sociedade Pública de Aluguer gerida pelo estado para controlar os pagamentos das Rendas.

Em 2008 foi batido record de empresas de imobiliária que fecharam, foram o dobro das empresas face ao ano de 2007 .

Segundo o Instituto de Construção e do Imobiliário ( InCI) foram contabilizadas 491 licenças caducadas no entanto a procura de casas arrendadas continua em grande expansão.

Estes números são o resultado da crise financeira que já se faz sentir mais agressivamente desde 2008 ano em que o crédito tornou-se algo mais complicado de obter e os “spreads” subiram.

Segundo a opinião de trabalhadores do sector estes números ainda poderão ser mais graves, já que a licença dura um total de 3 anos e as empresas que renovaram a licença em 2007 apesar de ainda ter a licença válida já poderão ter fechado portas.

Um representante da Century 21 dá um exemplo de que os números poderão ser piores, em Faro estão neste momento 38 licenças activas mas no entanto o número deve rondar apenas metado do número total de empresas no activo.

Mesmo em tempo de crise os analistas deste sector acreditam que o investimento em imobiliário é uma mais valia.

Luís Lima e Luis Rocha Antunes afirmam que o investimento em imobiliário é uma excelente alternativa em tempo de crise, já o mesmo não acontece com investimentos de risco com elevadas taxas de risco que levam a que hoje se tenha um elevado lucro e amanhã um elevado prejuizo.

Já no imobiliário o mesmo não acontece, segundo Luís Lima o mercado valoriza de forma segura e raramente sofre oscilações negativas e mesmo quando isso acontece são recuperáveis a curto prazo.

Luís Rocha Antunes tem uma opinião semelhante, aconselha sim ao investimento mas moderado consoante a posição de cada pessoa, investir sim em habitação mas neste caso para uso próprio sendo o imóvel novo ou usado deve-se pressionar o promotor de venda já que a vontade dele é de conseguir efectuar o maior número de negócios nem que para isso o lucro tenha que descer um pouco.

Diz ainda que em tempo de crise irão aparecer no mercado activos que em outras circunstâncias nunca chegariam a estar à venda, convêm estar atento ao mercado já que irão aparecer oportunidades que não se devem perder. Segundo Manuel Puig o mercado encontra-se neste momento em reajustamento sendo que até ao final de 2009 as coisas devem-se ajustar. No ultímo trimestre de 2009 será o melhor momento , já que irão aparecer boas oportunidades de compra.